Coleções

coleçõesUma das coisas que admiro nas pessoas desde criança é a vontade destas colecionarem alguma coisa. Coleções que vão de coisas bem simples como uma tampa de garrafa, selos dos correios, etc., até coisas mais bacanas e caras como carros e aviões. E olha que neste momento estou me referindo apenas a coisas normais, imagine o tanto de loucura e bizarrices que esse mundão não tem por ai e o povo coleciona.

Há 17 anos quando eu tinha meus nove anos de idade e quando nossa querida moeda Real (R$) foi lançada, comecei a colecionar moedas de 25 centavos.

Não sei o que tinha me dado e nem o interesse específico nas moedas 25 centavos, mas naquela época esse virou meu hobbie. Comprei até um cofrinho para guarda-las.

Todo santo dia eu colocava de 2 a 4 moedas no cofre, sendo que todas as moedas eram provenientes de trocos dados durante o lanche no colégio ou doações feitas pela minha mãe que sabia da minha pequena obsessão pelas moedinhas.

moeda 25 centavos

O tempo passou e aquela coleção era orgulho pra mim e para meus colegas de colégio. Havia conseguido juntar 125 reais com as moedas, coisa rara na época para crianças da minha idade, pois quando nós pegávamos dinheiro, imediatamente convertíamos em figurinhas dos mais variados álbuns possíveis.

Mas ai eis que um belo dia chego em casa para depositar mais moedinhas no sofre e pra minha surpresa ele estava vazio. Naquele momento os olhos encheram de lágrimas e vi minha primeira coleção sendo destruída.

A desanimação foi tanta que até tentei, por duas semanas, continuar juntando as moedas, mas não consegui e desisti da ideia.

Dois anos depois chegaram às bancas de revistas uma coleção sobre aviões de combate. A coleção consistia em uma fita VHS com a história dos aviões e uma parte impressa, que no final montaria um atlas completíssimo com tudo que fosse necessário saber sobre cada um daqueles aviões.

aviões de combate

Melhor imagem que achei. No Mercado Livre ainda por cima.

Se não me falhe a memória, eram 35 edições. Eu já estava na revista 14 quando veio a bomba: Minha família estava passando por uma época difícil e era necessário cortar todos os gastos supérfluos. E lá se vai mais uma vez uma tentativa de colecionar algo por água abaixo.

Depois disso eu desisti completamente de tentar colecionar. Passaram-se anos e anos até que, ano passado, entrando numa banca de revistas vi uma miniatura de um dragão nas prateleiras por R$ 7,99. Naquele momento esqueci todos os meus traumas de infância e comprei sem hesitar.

Agora já grandinho, ganhando meu próprio dinheiro, botei na cabeça que esta coleção dos dragões será a primeira coleção que completarei. E dessa vez vai!

São 35 miniaturas e já tenho 15. Até o final do ano já devo estar com todos eles na minha mesa.

dragões

Olhai a gangue.

Vocês não tem ideia do quanto eu estou emocionado. Duas tentativas frustradas e agora finalmente poderei realizar mais um sonho de infância.

Junto com a coleção dos dragões também iniciei uma coleção de Starwars, mas essa eu tive que dar um tempo por questões financeiras. Manter as duas coleções ficou um pouco salgado para o orçamento. Como a de Starwars são 60 edições, preferi terminar a menor. Quando terminar a dos dragões eu voltarei com a de Starwars e minha segunda coleção será completada.

E vocês? O que colecionam? Ou não colecionam nada e acham que isso é besteira? Smiley mostrando a língua

Os porquinhos do cinema

porquinho felizQuem disse que porcos vivem apenas em chiqueiros? Eles também vivem em cidades grandes, vagando por ai. O mais impressionante é que eles sabem dirigir, pegar ônibus, ir ao cinema, entre outras atividades diárias que requer um pouco de inteligência. A única coisa que os porquinhos não sabem fazer é, infelizmente, largar de serem porquinhos.

Vamos nos ater aos porquinhos que gostam de ir ao cinema assistir aquele filminho bacana e aproveitar o escurinho das salas de projeção para impregnar sua “porquice” por todos os lados, deixando pra trás o bom senso, educação e respeito.

Talvez por causa da criação que eu tive, sigo uma lógica muito simples: Sujou, limpou. Partindo deste princípio, levo esta quase filosofia de vida para outras situações do dia-a-dia, fazendo pequenas adaptações dependendo da circunstância em que me encontro.

Isso quer dizer que eu não seja um porquinho também? Não! Sou porquinho, sim. Mas minha “porquice” geralmente tem uma área de ação limitada como, por exemplo, meu quarto, onde sujo tudo, e dependendo da sujeira passa 2 a 3 dias lá. Mas no final de tudo acabo limpando.

Mas tem pessoas que querem que sua “porquice” seja vista por todos. Parece que sentem prazer em sujar os locais.

Venho notando um grande e safado problema nas salas dos cinemas de São Luís. Pessoas até simpáticas, aparentemente cultas, respeitosas e que em teoria tiveram uma educação básica de bons modos, parece que esqueceram tudo que dita uma sociedade civilizada, jogaram tudo para o ar e voltaram ao período do homem das cavernas.

Essas pessoas geralmente ao entrarem numa sala de cinema com seus sacos de pipoca, seus copos de refrigerante, fazem questão de deixar tudo ali revirado por cima das poltronas, no chão, e em alguns casos até por cima delas mesmas, como se aquilo fosse um troféu, ou até mesmo um sinal de que “eu estive aqui”.

Sinceramente não consigo entender como estas pessoas conseguem ser tão porcas e preguiçosas ao mesmo tempo.

Se repararem bem, o mesmo trabalho que tiveram pra entrar com seus sacos de pipoca e copos de refrigerante, é o mesmo trabalho que tem para, ao sair da sala, levar consigo os mesmos objetos que entraram e jogar no lixo. Ou será que deixam suas bolsas e celulares jogados pelo cinema? É a mesma lógica.

Em todas as salas do cinema encontramos lixeiras posicionadas estrategicamente na saída, justamente para que as pessoas com um pingo de consciência peguem o lixo que produziram e joguem fora para manter o ambiente limpo para os próximos que irão usar.

Pessoas que sujam as salas de cinema, que tem preguiça de pegar seus copos, entre outras coisas, no mínimo devem ser egocêntricas, metidas e acham que podem tudo e que os outros que tem que respeitar suas babaquices e “porquices”, porque devem pensar que como estão pagando tem o direito de sujar. Mas acho que as coisas são o inverso. Quem joga seu lixo fora e preza por manter o local limpo é que deve ser respeitado por esses porquinhos e suas “porquices”.

O que me deixa mais admirado e revoltado é que estas pessoas sujam e danificam um ambiente que elas mesmas frequentam para seu entretenimento e diversão. Como dá pra entender uma coisa dessas?

Gente. Aquele espaço é NOSSO. Tenham um pingo de consciência que somos nós que usamos aquilo. Nós que usufruímos do espaço para assistir filmes. Então nós temos que cuidar do NOSSO espaço.

Não é porque tem o pessoal da limpeza nos cinemas prontos para limparem o ambiente que vamos deixar a preguiça falar mais alto e deixar as coisas jogadas às traças. Vejo que eles estão ali para providenciar a limpeza de eventuais acidentes causados durante a permanência das pessoas na sala, e não para toda vez terem que limpar uma sala por causa de pessoas sem um pingo de consideração pelas outras.

diga não a porquiceEntão fica a dica: Se tu és uma pessoa que morre de preguiça de pegar um simples copo ou saco de pipoca que compraste para assistir aquele teu filminho, lembre-se que além de ti, outras pessoas também usam aquele ambiente. Largue de ser um escroto egocêntrico achando que ninguém mais precisa daquele espaço, crie vergonha na cara e pegue o teu lixo e jogue foraao sair do cinema.

Diga não a “porquice” nos cinemas. Todos agradecem.

Editado em 15/01/2012

Dá próxima vez que eu ouvir alguém que deixa o lixo lá para dar emprego ao pessoal da limpeza e outras coisas, eu tenho a resposta perfeita para esse tipo de gente sem noção. Eis:

“Está cheio de coveiros no mundo, mas ninguém quer morrer pra dar trabalho para eles.”.

Então mais uma vez eu falo: Não suje o cinema! Aliás, não suje nenhum espaço público que frequente!