Faz mais ou menos cinco meses que meu antigo e guerreiro pendrive de 1 GB da Kingston resolveu me deixar. Foram três anos de emoções com o bichinho. Quedas, chutes, arremessos, pancadas, chuva e várias outras coisas o garoto passou antes de dá o último suspiro.
Decorridos esses cinco meses, a namorada se sensibilizou com meu sofrimento para transportar os arquivos da faculdade e outras coisas e juntou um dinheirinho para me dá um novo e maravilhoso Kingston de 8 GB totalmente black.
Com menos de um mês de uso, foi chegada a hora do batizado do novo bichinho. Não sou dessas pessoas que dá nome pra tudo, mas este pequeno aparelho compacto merece o nome que a partir de agora irá carregar para o resto de sua vida eletrônica.
Como o que aconteceu com ele foi algo surpreendente e que até agora ainda continuo duvidando dos acontecimentos, resolvi nomear o aparelho fazendo uma brincadeira com dois nomes, mas que no final se torna perfeito para a ocasião.
O nome dado foi: Penseidon. Uma mistura de pendrive com Poseidon. Por ai já dá pra ter uma idéia do que aconteceu.
Sábado passado cheguei em casa e fui direto para o computador checar os e-mails, feeds etc. Distraído com tantas informações, esqueci de tirar o pendrive do bolso da calça, mas meu cérebro jurava que tinha feito isso, tanto é que fiquei tranqüilo a noite toda achando que o objeto estava em cima da minha mesa.
No domingo quando precisei do Penseidon para levar uns arquivos pra casa da namorada foi que percebi que algo estava errado. Não encontrava o Pen (para os íntimos) em canto nenhum do quarto, quando me veio à cabeça a possibilidade deu ter esquecido dentro do bolso da calça.
Corri para o sexto de roupas sujas, mas infelizmente não tinha mais uma peça de roupa sequer por lá. Nessa hora por algum motivo eu não queria acreditar que o pendrive havia tomado um belo banho, talvez por não ter o que dizer pra namorada, afinal, foi um presente dela. Mas era óbvio o que tinha acontecido.
Antes de ir ao quintal para ver o estrago que aconteceu com o Penseidon, resolvi ir até a cozinha beber um copo d’água e, pra minha surpresa, ele estava em cima do armário. Quando o vi lá, com toda sua formosura fiquei logo emocionado achando que ele havia sido tirado do bolso da calça antes de colocarem as roupas na máquina de lavar, mas quando o segurei na mão, a cordinha que estava amarrada nele se encontrava completamente molhada. Nesse momento todas as dúvidas foram respondidas e o desespero bateu.
Fiquei com muita raiva na hora. Peguei o Penseidon e botei no sol pra secar. Deixei no sol por mais de uma hora e meia pra tirar todo e qualquer vestígio de água de dentro.
E então eis que finalmente chegou a hora de testar o aparelho pra ver se ele ainda funcionava.
Meio que desiludido com a idéia dele ainda ta funcionando pluguei no computador, mas com um grande receio de danificar minhas portas USB, ou pior, queimar alguma coisa no computador. Comigo é assim: Ou é oito ou é oitenta.
Pra minha surpresa o SO detectou o aparelho como se nada tivesse acontecido. Fiz vários testes copiando e deletando dados do aparelho para garantir seu bom funcionamento. Quando percebi que ele realmente ainda estava funcionando a pleno vapor, foi ai que resolvi batizá-lo com o nome que vocês já conhecem, porque, meu amigo, esse bicho já se mostrou um verdadeiro deus.
E assim foi o batismo de Penseidon, comemorado com uma tarde regada a Coca-Cola, salgadinhos e filmes.
Obs: O ministério da informática (isso existe?) adverte: Colocar seu pendrive na máquina de lavar-roupas pode ser prejudicial a sua saúde e a de seu computador.
